Controlo do sugador das pinhas

02 outubro 2015

“É necessário atuação, convergência de vontades e união entre a fileira da Pinha/ Pinhão.” O apelo foi feito pelo Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Vítor Proença, após a assinatura do protocolo rubricado ontem pelo Município de Alcácer do Sal e seis entidades (Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária; o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas; a Direção Geral de Alimentação e Veterinária; o Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa; a União da Floresta Mediterrânica e a empresa Cecílio, SA), tendo em vista a colaboração entre as partes signatárias nos termos das respetivas atribuições e competências, para a constituição de um grupo de trabalho para avaliação, em termos nacionais, da perda de produção e de rendimento do pinhão e identificação dos principais agentes causadores, bem como a apresentação de proposta de medidas de supressão da realidade atual.


O autarca lembrou todos os passos dados pela Câmara Municipal com os representantes da fileira, que levou à criação do Centro de Competências do Pinheiro Manso e do Pinhão, várias reuniões com o governo e, agora, a assinatura do protocolo para que sejam tomadas medidas de controlo do sugador das pinhas.


O pinheiro manso ocupa em Portugal uma área total de cerca de 176.000 hectares, correspondendo à espécie florestal que apresentou maior incremento na área arborizada (54%) relativamente ao inventário florestal nacional de 2005. A produção de pinhão ocupa um lugar importante na economia das regiões onde se desenvolve, não só pelo rendimento que traz aos proprietários florestais e à indústria de descasque do pinhão, mas também por permitir a continuidade de emprego aos trabalhadores rurais. A equipa de coordenação do Centro de Competência do Pinheiro Manso e Pinhão (CCPMP) identificou como uma das preocupações da fileira a necessidade de investigação na fitossanidade e nos agentes bióticos associados à perda de produtividade e rendimento da pinha/pinhão; observada nos últimos anos pelos produtores e industriais, essa perda pode estar relacionada, entre outros fatores, com a presença de agentes bióticos nocivos e com os prejuízos provocados pelo inseto sugador das pinhas, o Leptoglossus occidentalis.


O protocolo rubricado pelas sete entidades contou com a presença do Secretário de Estado da Alimentação e Segurança Alimentar, Nuno Vieira de Brito, que se manifestou confiante de que as entidades que integram o grupo de trabalho que vão delinear o plano de ação serão céleres na tomada de medidas, porque se trata de “um produto de grande qualidade comparativamente com outros países e porque é do interesse de todos, da região e do país, que o setor consiga ultrapassar este problema”. Nuno Vieira de Brito referiu ainda o “importante papel da Câmara Municipal de Alcácer do Sal na resolução deste problema”.


O Plano de Ação compreende a sensibilização/ informação de proprietários e produtores florestais; controlo das populações (luta química e luta biológica); monitorização; medidas de apoio/financiamento e investigação.