Nova ETAR de Alcácer do Sal melhora qualidade de vida da população e do ambiente

04 abril 2016


A ETAR de Alcácer do Sal, localizada junto aos Bairros de São João e Olival Queimado, no Pinhal do concelho, foi inaugurada no dia 1 de abril de 2016, com a presença do Ministro do Ambiente e do Secretário de Estado do Ambiente, do Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal e restante executivo municipal, do Presidente da Assembleia Municipal e do Presidente da Junta de Freguesia do Torrão, assim como do Presidente do Conselho de Administração da Águas Públicas do Alentejo, Joaquim Marques Ferreira. A obra da responsabilidade da Águas Públicas do Alentejo veio melhorar significativamente o tratamento dos esgotos da cidade de Alcácer. 

O Presidente da Câmara Municipal, Vítor Proença, considerou a construção da ETAR de grande importância para a melhoria da qualidade de vida da população e do meio ambiente, porque “quando as obras de construção das 3 estações elevatórias estiverem concluídas para elevar os efluentes da zona baixa da cidade até à ETAR, fecha-se um ciclo e o rio Sado passará a estar menos poluído e mais convidativo para a avifauna e para o turismo”. 

A nova ETAR de Alcácer do Sal foi dimensionada para tratar as águas residuais urbanas geradas pela população de Alcácer do Sal, num total de 10.700 habitantes – equivalentes, através de um sistema de lamas ativadas por reator biológico em vala de oxidação. A ETAR dispõe ainda de uma unidade para receção de efluentes transportados por limpa fossas. Representando um investimento global de 2,4 milhões de euros, cofinanciado em 70% pelo QREN, estas empreitadas visam intervir nas vertentes do abastecimento de água, com a construção de um sistema de adução (captação, transporte e armazenamento de água para consumo) e ainda no tratamento das águas residuais, com a construção de um sistema de interceção (transporte de águas residuais), para serem tratadas na nova ETAR. Em concreto, a empreitada relativa ao sistema de adução de Alcácer do Sal vai permitir reforçar o abastecimento de água à cidade com duas novas captações subterrâneas, melhorar a capacidade de transporte de água tratada com a construção da nova estação elevatória e de uma conduta com cerca de 4 quilómetros para ligar a nova estação elevatória ao reservatório do Laranjal. Este reservatório será também reforçado em 50% na sua capacidade de armazenamento de água tratada com a construção de uma nova célula de 1.000 m3. Por sua vez, a empreitada relativa ao sistema intercetor vai permitir criar o sistema de transporte das águas residuais geradas na parte sul da cidade até à nova ETAR, sendo neste contexto construídas três novas estações elevatórias, uma conduta gravítica com 500 metros e uma conduta elevatória com cerca de 5 quilómetros.

 A AgdA, empresa pública cujos acionistas são a AdP- Águas de Portugal e a AMGAP – Associação de Municípios para a Gestão das Águas Públicas do Alentejo, surge na sequência do Contrato de Parceria Pública para a gestão integrada dos serviços de abastecimento de água para consumo público e de saneamento de águas residuais, celebrado em 2009 entre o Estado Português e 21 municípios do Alentejo, cobrindo uma área de 18,5% do território nacional e uma população de cerca de 250. 000 habitantes. Atualmente são 20 os municípios aderentes, incluindo Alcácer do Sal, tendo sido o Presidente da Câmara Municipal, Vítor Proença um dos autarcas que integrou o grupo negociador que deu origem à AGDA através de um contrato de parceria Pública entre o Estado Português e os municípios. Esta parceria visa garantir a qualidade, a continuidade e a eficiência dos serviços de águas “em alta”, numa região cujo processo de desertificação se pretende contrariar, oferecendo condições de vida adequadas para as suas populações e condições para atrair as empresas criando emprego e riqueza. Na cerimónia de inauguração da nova ETAR de Alcácer do Sal, o ministro do Ambiente felicitou os 20 municípios que integram a entidade gestora do Sistema Público de Parceria Integrado de Águas do Alentejo (SPPIAAlentejo), pelo "modelo de gestão inovador" que desenvolveram a partir de 2009.