Convento de Santo António, Igreja e Capela das Onze Mil Virgens

 

Um conjunto de duas fossas de despejo de lixo doméstico, uma das quais contendo cerâmicas que remontam desde o século XI/ XII até à reconquista de 1217, foi encontrado em 2006 junto ao Convento de Santo António e Capela das Onze Mil Virgens, no denominado “Rossio Alto” de Alcácer do Sal.

 

Os vestígios foram descobertos no decurso do acompanhamento por parte da autarquia da abertura de uma vala de ligação do novo Centro de Saúde de Alcácer do Sal à rede de abastecimento de energia elétrica. Uma vez que a intervenção decorreu junto ao convento, classificado como monumento nacional, necessitou de pareceres do IPPAR e do IPA.

 

O material encontrado veio contradizer algumas certezas históricas, pois demonstrou que a fixação humana naquela época não era só intramuros, atestando a existência de casais agrícolas na área envolvente do fosso norte do castelo de Alcácer do Sal.

 

Estes achados testemunham aspetos do quotidiano então vivido, que ilustram o dinamismo de uma base militar muçulmana centrada na cidade e que geria com autonomia um vasto território aberto ao Atlântico, fazendo frente ao avanço Português para sul. A sua conquista definitiva só foi possível recorrendo-se a meios terrestres e navais de grande parte da Quinta Cruzada que, aliciados com a perspetiva de saque, resolveram tomar parte na conquista alcacerense.

 


 

Escola Secundária de Alcácer do Sal

 

A 3 de agosto de 2009 foi encontrado um enterramento do período romano tardio, provavelmente do século II, junto à Escola Secundária de Alcácer do Sal.

 

Esta descoberta deu-se no decurso das sondagens arqueológicas obrigatórias de acompanhamento dos trabalhos preparatórios para a construção das novas instalações da escola secundária.

 

Os achados reportam-se a um esqueleto inteiro, que se julga pertencente a uma mulher jovem de família abastada, pois consigo foi enterrado um anel e uma lucerna, dois potes em cerâmica com oferendas e uma moeda destinada a pagar ao barqueiro a passagem para uma outra vida.

 


 

Centro Escolar do Torrão

 

A 2 de novembro de 2009 a obra de construção do Centro Escolar do Torrão pôs a descoberto diversos achados arqueológicos que datam do período romano.

 

Para além de três tanques completos, diversas estruturas, muros e degraus, a equipa de arqueologia da Câmara encontrou cerâmica doméstica e de uso industrial, mosaicos romanos, moedas, cerâmica “fina” importada, um conjunto de tanques, uma cisterna e três esqueletos – um homem e uma mulher com uma criança ao colo – presumivelmente uma família.

 


 

Cisterna romana

 

Situada junto à Escola Básica 2, 3 Pedro Nunes de Alcácer do Sal, a cisterna (denominada na tradição popular “poço da talha”) remonta ao século I/ II a.C. e é o único vestígio de uma villa romana fora do núcleo urbano da época que chegou até aos dias de hoje. Atendendo aos vestígios encontrados no seu interior, teria grande importância, podendo ter servido de apoio à estrada entre Salácia (Alcácer) e Olisipo (Lisboa).

 

A descoberta desta construção deu-se em 1976, por Fernando Gomes, então diretor do museu local, que procedeu a escavações em 1983. A iniciativa de valorizar aquele local e o projeto, existente desde 1995 mas nunca executado, teve como mentor João Faria, o vereador falecido em 2006 e que sucedeu a Fernando Gomes à frente do museu.

 

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal lançou a 26 de setembro de 2006 a primeira pedra do projeto de recuperação e valorização desta cisterna romana.

 

 


 

Veja ainda:

 

- Monte da Tumba

- Feitoria Fenícia de Abul

- Fórum Romano de Alcácer do Sal

- Villa Romana de Santa Catarina de Sítimos

- Igreja do Espírito Santo / Museu Municipal Pedro Nunes

- Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal