Francisco Soares Gentil


Quando em Portugal, no início do século XX, se deram os primeiros passos na organização da luta contra o cancro, Francisco Gentil liderou a causa.

 

Médico de renome internacional, especializou-se em Oncologia nos Estados Unidos e, quando voltou a Portugal, organizou e sistematizou os esforços que estavam a ser feitos contra o cancro. Fundou em 1927 o primeiro instituto inteiramente dedicado ao estudo e tratamento da doença, o Instituto Português de Oncologia.

 

Francisco Soares Branco Gentil nasceu em Alcácer do Sal em 27 de fevereiro de 1878. A sua paixão pela medicina levou-o a uma carreira distinta como médico e professor. Regeu as cadeiras de Medicina Operatória, Patologia e Clínica Cirúrgica na Faculdade de Medicina de Lisboa. Participou ativamente na revolução que atravessou a cirurgia nos primeiros anos do século XX. Introduziu novas técnicas e filosofias que tornaram o bloco operatório mais seguro.

 

Pensou a modernização completa dos hospitais. Defendia que os alunos de medicina deviam aprender num ambiente real, com doentes reais. Para tornar isso possível, criou os hospitais universitários.

 

O Instituto Português de Oncologia (IPO), que mais tarde adotou o nome do seu fundador, revolucionou a forma como os pacientes eram tratados. Francisco Gentil sempre sonhou alto e nada parecia em excesso no que dizia respeito ao conforto, dedicação e terapêuticas.

 

Continuou o trabalho de investigação, publicando mais de duas centenas de estudos científicos. Foi nomeado diretor da Faculdade de Medicina de Lisboa e presidente da Sociedade de Ciências Médicas.


Morreu em Lisboa a 13 de outubro de 1964. A sua obra continuou com as aberturas do IPO de Coimbra, em 1967, e do IPO do Porto, em 1974.