Maria Rosa Colaço


Conhecida por escrever vários livros infanto-juvenis, nunca gostou de ser chamada de escritora de literatura infantil. Sempre disse que, quando escrevia, era para todos os leitores e defendeu durante toda a vida a importância da leitura no desenvolvimento e educação da criança.

 

Natural do Torrão, onde nasceu em 1935, Maria Rosa Colaço fez o curso de enfermagem no Instituto Rockfeller, mas optou pelo jornalismo que exerceu em África (Notícias da Beira e Notícias de Lourenço Marques) e em Portugal (colaborou em vários jornais e publicou crónicas regularmente, durante 20 anos, no jornal A Capital).


Frequentou a Escola do Magistério de Évora e destacou-se como professora do ensino básico em Moçambique, em Cacilhas e em Almada, onde passou a viver. Foi também assessora da RTP durante 12 anos, tendo sido responsável por vários programas para crianças, como “Eu sou capaz” ou “Como é, como se faz, para que serve”.

 

O seu primeiro livro foi “Espanta pardais” e escreveu, entre outros títulos: "A gaivota" (prémio Soeiro Pereira Gomes, em 1982), "Pássaro branco" (prémio Alice Gomes), "O menino e a estrela", "Aventuras de João-Flor e Ana-Amor", “Aventuras com asas” ou “Maria tonta como eu”. Em 1958, com a peça "A outra margem", ganhou o Prémio Revelação de Teatro.

 

A sua obra mais conhecida é “A criança e a vida”, "esse milagre de pedagogia poética" nas palavras de Urbano Tavares Rodrigues, uma antologia de textos infantis que deu asas à capacidade de sonho e invenção dos mais pequenos e teve mais de 40 edições em várias línguas.

 

Morreu a 13 de outubro de 2004 e está sepultada no cemitério do Torrão.