Alcácer vista pelas ameias do castelo


A Rede Social de Alcácer do Sal efetuou em 2006 um Pré-diagnóstico sobre a Habitação e Conforto das Famílias, recorrendo essencialmente a dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) respeitantes aos Censos 2001.

 

Deste relatório resultaram diversas conclusões, entre as quais a de que em 2001 o parque edificado de Alcácer do Sal era constituído por 6.690 edifícios, correspondendo a sua maioria a alojamentos ou moradias independentes, dos quais 68,7% eram residências habituais ocupadas por famílias. A maior parte dos alojamentos (99%) eram de caráter clássico, embora existissem casos de alojamento não clássico, onde se inserem as barracas, casas rudimentares de madeira, alojamento improvisado, alojamento móvel e outros. Há ainda a salientar que 16% dos alojamentos familiares estavam na altura vagos, revelando um parque habitacional devoluto, cuja situação predominante era a de não identificação dos respetivos proprietários.

 

Relativamente ao alojamento de uso sazonal, representava quase 15% do total dos alojamentos.

 

Atentando na média nacional e no Alentejo Litoral, o parque habitacional do concelho encontrava-se envelhecido, uma vez que cerca de 70% dos edifícios eram anteriores a 1980, o que significa que as famílias alcacerenses ocupavam sobretudo alojamentos edificados entre 1919 e 1980, alguns dos quais carentes de reparações. No entanto, não pode deixar-se de salientar o facto de nos últimos anos novas habitações terem surgido na periferia da cidade de Alcácer do Sal, nomeadamente na zona de Olival de Fora, perto do Bairro do Laranjal, além de estar prevista a construção de novos loteamentos de iniciativa privada.

 

O parque habitacional municipal afeto a habitação social era composto por 67 fogos, a maioria dos quais localizados no Bairro de São João (Alcácer do Sal) e os restantes no Torrão (Rio de Moinhos).

 

A dimensão média das famílias realojadas era de quatro elementos, tratando-se principalmente de agregados familiares constituídos por casal e filhos (59%). Contudo, 16% reportavam-se a famílias monoparentais, os idosos ocupavam 10% das habitações e 12% eram agregados compostos exclusivamente por adultos com menos de 65 anos.

 

Destaque ainda para o facto de 15% das famílias realojadas viverem em situação de sobrelocação, dado que a tipologia do fogo é desadequada à dimensão do agregado familiar, o que se devia a dois motivos: a constituição de novos agregados familiares que permanecem junto da família de origem e a inexistência de habitações devolutas com tipologia adequada às famílias realojadas.